Tecnologias de backup – até onde chegamos?

Antes considerada obsoleta e estagnada a tecnologia de backup passou por um renascimento nos últimos anos. O que motivaram esses desenvolvimentos? A impraticabilidade da janela de backup e os altos valores subseqüentes de RPO (Recovery Point Objetive), juntamente com a adoção da virtualização do servidor.

Janela de backup – antes e agora!

Janela de backup é o tempo necessário para executar um processo de backup. Anteriormente, devido aos recursos limitados das tecnologias, os backups precisavam ser executados desde o início e, como o processo requer consumo de recursos computacionais, executá-lo em paralelo com as operações comerciais diárias significava que as tarefas organizacionais precisavam ser interrompidas.
Logo, a solução que os administradores encontraram foi agendar backups noturnos, mas mesmo essa solução teve vida curta. A execução de um backup noturno significava que as empresas corriam o risco de perder um dia inteiro de dados. No caso de dados de missão crítica, o RPO em oferta era considerado muito alto.
Portanto, foram buscadas melhorias. Desta vez não em termos estratégicos, mas em termos de tecnologia o que impulsionou essas execuções de backup.

Surgiram novas técnicas, como desduplicação global e backups incrementais, e com isso os administradores não precisavam mais executar um backup completo a cada novo ciclo.
Isso reduziu consideravelmente a janela de backup, mas no mundo acelerado dos negócios, ainda não foi suficiente. Com o tempo, as empresas perceberam que o volume de dados a serem copiados acabou excedendo a praticidade de tempo.

Outras melhorias foram buscadas.

Foram criadas novas tecnologias de backup capazes de fornecer proteção contínua de dados. Os backups em nível de bloco foram criados com freqüência e copiados para uma matriz de armazenamento. Isso eliminou a necessidade de uma janela de backup completamente e o RPO foi reduzido de 24 horas para 5 minutos.

Adoção da virtualização de servidores  tornou possível a recuperação instantânea dando origem ao conceito de data centers virtuais e sua crescente adoção permitiu que os fornecedores explorassem a possibilidade de convergir os processos de backup e recuperação de sistema.


O conceito de backup está tradicionalmente associado a garantir a criação de cópias pontuais de dados ou sistemas, onde essas cópias devem estar disponíveis para restauração quando necessário., por outro lado, concentra-se em garantir que operações e sistemas de missão crítica continuem em execução no caso de um imprevisto

A virtualização de servidores possibilitou a ponte entre os dois e o conceito de recuperação instantânea se tornou público. Os administradores não precisavam mais esperar o processo de restauração para concluir e as máquinas virtuais poderiam ser acionadas imediatamente. 
Agora, o backup e a recuperação são possíveis quase que simultaneamente.

E é assim que chegamos com as tecnologias de backup: Com a jornada ainda em andamento e novas soluções sendo introduzidas a cada milha percorrida.
Quanto mais longe podemos ir? É a resposta que gostaríamos de explorar no próximo post. Vejo você lá!